Oi pessoal!
Fiquei um tempinho sem postar nada primeiramente porque quando estou triste ou preocupada com alguma coisa não consigo produzir nada bonito ou legal. Estava abalada com a tragédia na boate Kiss, isso me trouxe à tona alguns sentimentos de luto que estavam guardadinhos comigo. Mesmo estando tão longe penso nas famílias, amigos, namorados de quem estava lá.
Por outro lado, aqui, a vida, com seu ritmo frenético, não parou. Por conta da greve nas universidades federais tivemos que estudar durante as férias, e isso foi chato. Quanta coisa tinha pra fazer! Ainda tem...Umas coisas da faculdade deram certo, outras não deram, mas tudo bem, tudo é experiência.
Sábado eu e a Déborah, do Cantinho da Déborah , fomos comprar uns tecidinhos e outras coisas que estávamos precisando. Muito bom passear com ela, uma ótima companhia! Aqui vai uma amostrinha do que adquiri:
Em breve postarei novidades feitas com essas fofurinhas! Mas antes, dá uma espiadinha nesse tecidinho lindo de Páscoa:
Vou agora costurar alguma coisa e logo mostro!
Abraço!
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
LUTO pelos jovens de Santa Maria -RS
Semana triste, após um domingo de desespero para todos os familiares, amigos, namorados, professores daqueles jovens que perderam a vida e os sonhos no incêndio que destruiu a boatte Kiss, em Santa Maria, RS.
Hoje para mim é impossível postar fotos bonitas, pois meus olhos estão tão úmidos como a chuva que cai lá fora. Estou aqui no conforto da minha casa, com toda minha família bem, mas fico pensando no desespero daquelas famílias, no luto. Não conhecia aquelas pessoas, mas sei que eram estudantes universitários, futuros professores, veterinários, dentre outros profissionais. Pessoas que assim como eu tinham sonhos, obstáculos, amores, projetos... A dor que dói nos outros dói em mim.
A mensagem abaixo é da minha colega Ane, que assim como eu consegue imaginar a dor das famílias, e que também se revolta com a falta de humanidade daqueles que fazem piadas e postam fotos da dor dos outros em redes sociais.
"Eu não conhecia o garoto que derrubou o segurança para tentar abrir a porta e tentar escapar da morte; eu não conhecia a menina que simplesmente jogou os sapatos de salto em um canto e correu para onde todos estavam indo, na esperança de ver o céu escuro e seguro do lado de fora da boate; eu não conhecia a banda, que por mais que não soubessem das consequências, matou mais de duzentos e quarenta pessoas; mas nesse momento, a única coisa que me resta conhecer é um Brasil que não sabe dizer o quanto sente muito por não ter mais saídas disponíveis naquele lugar; é uma mãe, que chora desesperada porque o filho não vai mais voltar pra casa; é um irmão, que não acredita que o possível “herói” dele está morto. Todo mundo morreu um pouquinho ao ouvir no noticiário que tantas vidas, tantas almas novas se foram sem realizar seus sonhos, sem alcançar suas expectativas, sem um adeus digno. Ninguém sabe se abraça os pais, se acalma as crianças ou as deixa chorar, se fica revoltado com as falhas enormes que custaram vidas, ou se tenta viver como se nada tivesse acontecido, como se não se importasse. E tudo isso me dói, me dói saber que poderia ter sido com alguém próximo, que eu amasse, alguém que me fizesse sorrir todo dia, porque querendo ou não, o motivo de alguém ser feliz não está mais entre nós. Não há mais nada o que fazer; os corpos já estão no legista, as lágrimas já rolaram, a respiração já foi sessada, e os “eu te amo” já não foram ditos. Pra nós, os vivos, resta tirar uma lição disso: viver. É tão clichê dizer que é pra se viver o agora, sem esperar o amanhã quando o trabalho nos ocupa todo dia, quando não nos importamos mais com o que fazer para o jantar, quando um abraço e um beijo são trocados somente em momentos ultra especiais, por isso deem valor as coisas simples,se importem com os familiares,amigos.diga sim "eu te amo" pq pode nao haver a amanha e vai ser muito triste se isso acontecer!!! Pense nisso"
Não há consolo para quem perde um filho, um ente querido, é só o tempo que esconde a dor, ela nunca passa.
Hoje para mim é impossível postar fotos bonitas, pois meus olhos estão tão úmidos como a chuva que cai lá fora. Estou aqui no conforto da minha casa, com toda minha família bem, mas fico pensando no desespero daquelas famílias, no luto. Não conhecia aquelas pessoas, mas sei que eram estudantes universitários, futuros professores, veterinários, dentre outros profissionais. Pessoas que assim como eu tinham sonhos, obstáculos, amores, projetos... A dor que dói nos outros dói em mim.
A mensagem abaixo é da minha colega Ane, que assim como eu consegue imaginar a dor das famílias, e que também se revolta com a falta de humanidade daqueles que fazem piadas e postam fotos da dor dos outros em redes sociais.
"Eu não conhecia o garoto que derrubou o segurança para tentar abrir a porta e tentar escapar da morte; eu não conhecia a menina que simplesmente jogou os sapatos de salto em um canto e correu para onde todos estavam indo, na esperança de ver o céu escuro e seguro do lado de fora da boate; eu não conhecia a banda, que por mais que não soubessem das consequências, matou mais de duzentos e quarenta pessoas; mas nesse momento, a única coisa que me resta conhecer é um Brasil que não sabe dizer o quanto sente muito por não ter mais saídas disponíveis naquele lugar; é uma mãe, que chora desesperada porque o filho não vai mais voltar pra casa; é um irmão, que não acredita que o possível “herói” dele está morto. Todo mundo morreu um pouquinho ao ouvir no noticiário que tantas vidas, tantas almas novas se foram sem realizar seus sonhos, sem alcançar suas expectativas, sem um adeus digno. Ninguém sabe se abraça os pais, se acalma as crianças ou as deixa chorar, se fica revoltado com as falhas enormes que custaram vidas, ou se tenta viver como se nada tivesse acontecido, como se não se importasse. E tudo isso me dói, me dói saber que poderia ter sido com alguém próximo, que eu amasse, alguém que me fizesse sorrir todo dia, porque querendo ou não, o motivo de alguém ser feliz não está mais entre nós. Não há mais nada o que fazer; os corpos já estão no legista, as lágrimas já rolaram, a respiração já foi sessada, e os “eu te amo” já não foram ditos. Pra nós, os vivos, resta tirar uma lição disso: viver. É tão clichê dizer que é pra se viver o agora, sem esperar o amanhã quando o trabalho nos ocupa todo dia, quando não nos importamos mais com o que fazer para o jantar, quando um abraço e um beijo são trocados somente em momentos ultra especiais, por isso deem valor as coisas simples,se importem com os familiares,amigos.diga sim "eu te amo" pq pode nao haver a amanha e vai ser muito triste se isso acontecer!!! Pense nisso"
Não há consolo para quem perde um filho, um ente querido, é só o tempo que esconde a dor, ela nunca passa.
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